sábado, 1 de junho de 2013

♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ... ploft!

Bom, já que meu sono não vem vou continuar escrevendo mais besteiras hoje no meu blog. É meu né? 

Pergunto-lhes então: existe um caminho? Segundo Tchekov o caminho é infinito e não leva a lugar algum, nem mesmo à morte, o que define a própria morte. Eu um dia escrevi um conto neste blog em que o caminho leva nada mais a você mesmo, porém você não sabe que é você até que o entendimento do que você é brota em você. Difícil de escrever isso de forma simples. Pelo menos hoje. me perdoem fui ofuscado. Passei uma hora olhando para uma deusa de sol e isso me inebriou os olhos, imagine  a alma. Dizem que os olhos são os portais da alma - bobagem. Cegos não teriam alma então. Segundo Kafka você só se entende como ser humano quando barata, e barata não enxerga nada, só sente. É por isso que ela vive na Terra há milênios e nós, pobres humanos, provavelmente não vamos durar mais cem anos. Segundo Kafka, o entendimento humano é uma eterna perseguição dele mesmo, obcecado por ele mesmo, preso no seu corpo, na sua alma, na sua vida imposta por ele mesmo, até que a morte os separe, excluído dos outros corpos mentais. Duvido quem saiba a diferença entre GLOVE e LOVE! Para os Beatles é o G. Porém o G da questão, ou seja, o ponto G deles, fazia a diferença entre LUVA e AMOR. Coisas antagônicas, pois o amor não pode ser nunca coberto, sufocado, protegendo do frio do inverno de London. A genialidade foi tanta que antes da Aids eles já previram a camisinha, se é que vocês me entendem. Faço ainda uma relação entre Dostoievski e esse conceito GLOVE e LOVE no seu livro "Duplo", onde um personagem frustrado inventa um personagem bem-sucedido para assim vencer seu psiqué. Esse é um dos fundamentos usados por Freud, tempinho depois. Eu queria ser um pintor. Daqueles que espirram tinta nas telas com o nariz, esfregam depois com o pau, usam chicotes pra dar efeitos, e sempre criam sob uma intensa música clássica, no mais alto dos volumes. A catarse do ser ou não ser se dá completamente nesse ato. E aposto que eles se antagonizam flor e espinho, caminho e morte, brumas e tudo, Tcheckov e Dostoievski, GLOVE and LOVE. Mas eu provavelmente utilizaria o primeiro concerto para piano de Tchaikovski, que começa maravilhoso e acaba chatíssimo, como a vida pode ser às vezes. Ou pelo menos a psiqué, ou a barata do Kafka. Acho que todos beberam na música que se produzia na época, e isso me faz pensar que a única coisa que redime o ser humano é o Absyntho. Se bem que no momento eu não estou bebendo nem Cajuína do Piauí. Que aliás, "A que será que se destina", né? O bom de não ganhar dinheiro com o que escrevo é que estou pouco me lixando pra quem gosta ou não. Cansei, bateu o sono. Até.


♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ... ploft!