domingo, 9 de junho de 2013

A Boceta do Assunto

A Igreja condena as relações sexuais pré-maritais. Muitas outras religiões também as condenam. Os taboos caíram, porém ainda há um desconforto de grande parte das pessoas quanto ao sexo. Sexo é completamente dissociado de amor por muitos. Muitos consideram a pesquisa científica genética um desrespeito à vida. Mulheres que não encontram seus parceiros ainda têm medo da ousadia de "estocar" óvulos, para quem sabe poder dar à luz no futuro, eventualmente sozinhas. 

Ao mesmo tempo a população mundial transa sem pudor, sem nexo, e muitas vezes sem vontade, a seu bel prazer. Vídeos são expostos gratuitamente na internet. Celebridades utilizam cada vez mais do ato sexual para se promover. Sexo vende, e vende muito, e cada vez muito mais. As pessoas (óbvio, é bom pra caralho!) adoram sexo, e usam dele ao máximo num mundo onde a liberdade é livre. E o amor? Se você acha que este texto é mais uma baboseira romântica se enganou. Faz me rir! 

Apesar da corrida desenfreada por sexo as pessoas desejam amar. Querem e precisam de amor. E muitas vezes se perguntam se seus destinos não foram alterados pelo amor que lhes foi dado. Também, apesar de tentarem muito, não conseguem dissociar sexo do amor. É óbvio que o sexo ajuda, e é fundamental na construção de um amor perfeito, de um relacionamento bem encaminhado e estável. O amor continua sendo o sentimento inescrutável, inexplicável, enquanto o sexo é completo e cientificamente colocado em fórmulas matemáticas. 

Agora vou ao assunto mesmo: A maioria das pessoas sabe em que hospital nasceu, em que situação estavam seus pais, qual o amor que lhe foi dado. Pelo menos, acho que as pessoas se importam com isso. Mas eu gostaria de saber quantas pessoas que eu conheço tem conhecimento do momento de sua concepção.

Psicólogos já me disseram que isso não é importante. Será? Existe pessoas que foram concebidas na suíte de um hotelzinho de lua-de-mel, no maior amor do mundo, por um casal que se amava e sentia tesão também.  E algumas pessoas foram concebidas em festas de faculdade, no corredor da boate, com desconhecidos, sem se importar com nada, nem com suas próprias vidas. Pior: quantas não são resultado de  estupro, ou de bebedeiras homéricas, ou por prostitutas. Quantas não são filhas de travestís e nem sabem. 

Sei que as pessoas querem ser amadas, mas quantas se perguntam se foram realmente? Depois do ato tudo importa, porém o ato em si nada significa às pessoas. Como eu acredito que um nome próprio ridículo registrado em órgão constitucional pode influenciar de forma positiva ou negativa o futuro da criança, porque não seria a mesma coisa o momento da  concepção de tal indivíduo? Entretanto nunca vi alguém se preocupar com isso. 

Talvez alguns se preocupem em casos extremos, em que possuem o conhecimento da gravidade da situação. Mas genericamente tá todo mundo cagando.

Talvez porque o amor pode ser corrigido, ou recuperado com o tempo, ou mesmo construído. NINGUÉM está fadado a ser um erro. Sou como Sartre: mudo quando desejo e me esforço para mudar. Sou o que eu quero e me esforço para ser. Mas existe também a célebre frase: "O inferno são os outros." O que não muda nossa capacidade de mandá-los para a puta-que-os-pariu e seguir em frente, e muito bem.

Enfim, existem os adotados. E bem adotados ou não, existe o caráter, que pra mim é genético, mas é muito mais comportamental e construído. Então talvez eu esteja falando uma besteira, e este texto deva ser jogado no lixo, pois o que importa uma simples camisinha estourada na vida de uma nova pessoa? Não importa em nada.

O que importa é a falta dessa preocupação. Assisto a vários canais na televisão com matérias sobre o Big Bang, mas o nosso Own Bang inicial ninguém quer saber. O que adianta saber da onde veio a humanidade, se mal queremos saber da onde ou como nós viemos? Tanta especulação, e quem sabe se a mãe do Hubble (inventor do maior telescópio) sentiu dor durante a penetração, ou se ela realmente amava seu pai; se aquele foi um ato de carinho ou simplesmente uma foda mal dada?

A verdade é que viemos todos de uma foda. Bem dada ou não, nossa vida começa à partir dela. E encerro este texto revelando a minha completa ignorância quanto a importância deste tema. Eu apenas não tinha o que fazer neste momento e resolvi dar uma penetrada na boceta deste assunto.



2 comentários:

Bela Campoi disse...

Hahaha: quanta especulação, heim?..rs.. O explosivo ato da fecundação... Senti vontade de questinonar minha mãe...rss
Bom domingo!

Anônimo disse...


Your images look terrific !!!

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