segunda-feira, 15 de abril de 2013

Facebook

Era uma vez um homem que tinha Facebook. Ele era um cara muito legal, e possuía todos os seus amigos no seu Facebook.  Só que alguém no Facebook não gostava dele, porque toda hora ele era bloqueado pelo Facebook. E nesse bloqueio ele ficava impedido (pela força maior - o deus do Facebook) de convidar mais amigos (que por ventura ele achava), ou mesmo de fazer novos amigos. E esse bloqueio durava sempre um mês. E acreditem! Se em um ano ele foi bloqueado umas cinco vezes, isso quer dizer que ele não pôde usar de todas as facilidades do Facebook por quase o ano todo! Isso, foi o que ele concluiu. 

Então, o quê ele pensou: "Acho isso tudo um absurdo, pois eles nem me avisam porquê sou bloqueado quando sou bloqueado! Isso além de anti-democrático, vai contra os princípios da amizade! Pois, se eu saio na rua, na praia, nos parques e se converso com alguém e fico amigo, eu fico amigo! É ou não é? Porque será que o "deus" do Facebook não quer que eu faça amizades com pessoas que eu ainda não conheci, se a graça também deveria ser conhecer gente nova?! Acho que há algo errado com esse Facebook!"

Foi aí que ele teve uma idéia diferente. Na última vez que foi bloqueado ele encerrou a sua conta no Facebook e abriu uma nova. Só que ele bem sabia (pois era muito inteligente) que ao abrir uma conta nova, apesar de ser normal adicionar toooooooodas as pessoas conhecidas, o "deus" do Facebook desconfiava, e  aí ele ia e bloqueava a nova conta. Muitas vezes para sempre!!!!!! Então ao invés de criar uma nova conta e convidar 100 amigos, ele criou 100 contas e se convidou para todas. Assim ele acabou criando uma rede social dele mesmo, onde cada amigo (ou melhor - ele mesmo) acabava convidando apenas um amigo, que era o amigo "central" (assim foi denominado por ele), e desta forma ele conseguiu não ser mais bloqueado.

Pode parecer burro isso, mas depois de muito tempo conversando consigo mesmo através de 100 perfis, que eram ele mesmo, ele foi se sentindo grande, enorme, a "central" de todo o seu próprio facebook. E não viu muita diferença do que havia ali antes, não! As mesmas propagandas chegavam a ele, o mesmo marketing. Apenas menos convites, e isso o incomodava. Então ele começou a bolar coisas, programas, para fazer no fim de semana, e assim ele convidava a "central". E começou desta forma a andar na praia sozinho, a ir ao cinema sozinho, ao teatro, ao futebol, etc. As coisas não mudavam muito para ele, mas de certa forma mudaram porque se ele saía pouco, agora ele saía muito. Sozinho..

Através de sua idéia, depois de muito tempo, ele percebeu o que era o real conceito do que vivia. Não importava a realidade dos seus perfis, e sim a presença deles, mesmo que virtual. E ele, desta forma, conseguiu entender o paradoxo entre existir no facebook e existir no Facebook.  E também se sentiu onipotente, pois que podia deletar a ele mesmo, pois que ele era o próprio Facebook!

Mas tudo mudou quando um belo dia o "deus" de verdade do Facebook lhe mandou um aviso: "Você só pode ser você , portanto está bloqueado."







4 comentários:

Anônimo disse...

ahahhaahahahahhaahhahahaha hilário mas no final, voltamos ao solitário. eu gostei da idéia que ele teve, sem duvida, criativo. rs rs mas que importância tem o Deus do facebook,o que ele pode ou não dizer ou o que pensa... ser bloqueado ou não ser, eis a questão.

mas quem vê coração, NÃO VÊ CARA> e se vê cara e coração pelo facebook...
nada mais do que uma reunião de amigos, os que ficam, o resto são meras expectativas.

Mais vale o mundo real, ha qualquer alternativa para se entender essa tal tecnologia. Mimi

june maria disse...

Alan!!! Fizeram do seu Blog um circo...? Amei o texto e as entrelinhas...!

Um(a) anônimo(a) filósofo(a) de plantão? Ownt! Que gracinha!

(Mimimi... Preguicite de discutir...)

Gentem: Virtual é utilizado por pessoas reais ou por robôs, fantasmas, coelhinhos da páscoa, papais noéis, zumbis???

Que saiba, na minha mui humilde opinião, tecnologia é elaborada, utilizada por humanos. (E não entendi porque usastes "deus do facebook" com D maiúsculo, anônimo(a)...)

E no mundo real vale as mesmas regras ao virtual porque são feitas para humanos. Faz parte da humanidade recorrer à invenção científica, como a internet, pra relacionar, pra interagir cultura, arte, afinidades, informações, atividades...

Agora...real e fantasia é que se diferem. O real existe e fantasia é imaginária. Mas o real e virtual, não. O virtual podemos provar que é real. E até descobrir anonimatos, a tecnologia nos permite, se recorrermos às regras, sabia, anônimo(a)?

A tecnologia apurada nos permite identificar a CARA da criatura. Quanto ao CORAÇÃO...? Acredito que os cientistas que fazem tecnologia e mesmo os(as) filósofos(as) de plantão, que se escondem no anonimato, deveriam ter coração... Elementar.

tigre_952 disse...

CONCORDO COM VOCÊ EM TUDO E ASSINO EM BAIXO, POIS PASSO PELO MESMO PROBLEMA SEM QUE EU TENHA FEITO NADA QUE DENIGRA A MIM OU AO FACEBOOK, É MUITO LAMENTÁVEL ISSO...

lolo lala disse...
Este comentário foi removido pelo autor.