Tô afim de escrever poesia
Poesia suja de estepe
Aquela que você encontra no lixo
Porque o lixo ela merece
Escrever o pós-virado
O suceder do que sucede
O depois do já passado
Aquilo que nem lembro mais
Quero que todos vão à merda
E que a merda vá a todos
Por igual, um mundo desgraçado
Espera suplantar o esgoto
Tá bom, quem vai ler isso pela primeira vez
Vai ter má impressão de mim
Peço perdão, essa não é minha tez
Eu sou claro quando me dá vontade
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Uau!
Instalei um novo "device" nesse blog de merda. Um negócio maravilhoso que registra as pessoas que acessam e suas nacionalidades. Ótimo. Hoje tive 5 brasileiros e um americano. (!!!) Puta que pariu! Eu achava que ninguém entrava no meu blog. Não é que sempre tem um que entra? Pois fico me perguntando sempre: quem será que perde o seu precioso tempo lendo um bêbado?
Quem será que coberto pela bruma internáutica, pelas névoas do ostracismo, pelo fog inerente à "virtualidade" vem aqui ler este solitário autor de bobagens e seriedades platônicas?
Sei lá! Esse mundo virtual é uma merda mesmo. Um bando de gente sem a menor qualificação escrevendo babaquices e postando para o mundo sem qualificação também. É, se o mundo não acabar em 2012 a próxima copa do mundo vai ser um monte de merda quente mesmo.
Beijos a todos e vão se foder!
Quem será que coberto pela bruma internáutica, pelas névoas do ostracismo, pelo fog inerente à "virtualidade" vem aqui ler este solitário autor de bobagens e seriedades platônicas?
Sei lá! Esse mundo virtual é uma merda mesmo. Um bando de gente sem a menor qualificação escrevendo babaquices e postando para o mundo sem qualificação também. É, se o mundo não acabar em 2012 a próxima copa do mundo vai ser um monte de merda quente mesmo.
Beijos a todos e vão se foder!
For E...
miss youMight not seem likeBut I miss youAs i drink my pure alcoolNo brandy i tasteI just taste what I feelAnd I miss youEmptyness of stoneUrge to write a songA feeling that I am all aloneForeverAnd I miss youEverytime i see a flowerEverytime i see the sunshineEven though you are the moonFor me you are a moon that burnsI cant wait to see youBut i kill myself over my wishI feel like a thornA thunder striking onI miss you like a stoneThat cant moveBecause all I can doRight now is not to moveMy hands are tiedMy mind is uptightMy dreams are on frightBut i miss youAnd you are always on my mindAnd I dont know howI dont know whyBut thats how it isSince i saw youOn that tableEating crappy fancy brazilian shitI missed you since the begining of timeSorry to use my poor englishTo describe a deep feelingAlso my poor alcool to pour my obscure life to youand I am away, i know...But wherever I goYou are on my mindAnd i carry you with meCause I miss you...
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Morena
Você é linda
Mais linda que a terra
Sua cor de índia
Me desterra
Você sentada
Na praia, índia nativa
As naus marejadas
Remavam aflitas
O europeu branco
Porém intenso
Aborcou à areia rastejando
Ao teu corpo de insenso
O português mal falava
O fôlego perdido na viagem
Também se explicava
Ante morena miragem
Tanta distância...
Dois longínquos continentes
Dois idiomas sem importância
Mas as línguas se entendem...
Mais linda que a terra
Sua cor de índia
Me desterra
Você sentada
Na praia, índia nativa
As naus marejadas
Remavam aflitas
O europeu branco
Porém intenso
Aborcou à areia rastejando
Ao teu corpo de insenso
O português mal falava
O fôlego perdido na viagem
Também se explicava
Ante morena miragem
Tanta distância...
Dois longínquos continentes
Dois idiomas sem importância
Mas as línguas se entendem...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Às 6 da matina
Eis a beleza! A beleza... brota num carvão. Na terra, que é merda de astros. A beleza brota num olhar verde, injetado de sangue pelos lados, o verde esmeralda cínico e livre, os vazos pulsando em volta loucos para romper à inundação. A beleza em ti. É linda em mim. Pois eu a vejo. Rascante, me ferindo com fantasia. Seus chicotes enlameados com pedras a-la-bife-a-milanesa. Uma vez conheci uma menina bela e suicída. Os olhos cintilavam mais que a gilete na pele. Um torpor mágico enredando a sua vida. Quem quer morrer se mata de verdade, não tenta. Morrer é fácil, difícil é viver. Eis a beleza. A beleza... é sempre difícil. Ninguém gosta da beleza porque ela é bonita. Gosta-se porque é difícil. O feio é fácil. A beleza nunca. Um mar devasta milhões de seres vivos, alimenta outros, as ondas... explodem como bombas. Matam milhões de microorganismos por segundo. Mas um terreiro de areia pisada, dura, rachada de sol, gasta pelo Nada é feio. Nada se transforma num lugar desses. Não há devastação da alma. Não há nada além de vento que passa por cima, raspando, acariciando, e dando tostões na cabeça. Não estou dizendo que o que mata é belo, pelo contrário. O que se move é belo. A vida se move e se transforma. Nuvens gotejantes por sobre rosáceas amarelas, perfumes de dois bilhões de anos inundando pulmões recém nascidos num campo de gloriosa grama eterna e nunca raspada, montanhas cobertas com o açúcar dos tempos, e olhos e bocas e braços abertos, que se fecham e abrem, e novamente olhos, agora não mais injetados, mas verdes, que é minha cor favorita.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Sem título
Ai que vontade de não escrever
Que martírio escrever sem querer
Sem querer pode ser ao acaso, de repente,
Como que escorregando na poça da rua
E sujando a bunda
Mas sem querer pode ser sem vontade, sem felicidade, sem atração,
Incólome, ou incolor,
Eis a questão
Sou um pássaro voando em marte
Sou um navio fedorento
Quero beber vinho e morrer...
Mas acabo escrevendo
Que martírio escrever sem querer
Sem querer pode ser ao acaso, de repente,
Como que escorregando na poça da rua
E sujando a bunda
Mas sem querer pode ser sem vontade, sem felicidade, sem atração,
Incólome, ou incolor,
Eis a questão
Sou um pássaro voando em marte
Sou um navio fedorento
Quero beber vinho e morrer...
Mas acabo escrevendo
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Boa noite
É noite de natal. Conversa entre pai e filho. Pai, como o papai noel vai entrar em casa se a gente não tem chaminé? Aqui no Brasil, como as pessoas não têm chaminé, papai noel entra pela varanda, meu filho. Mas na casa do Carlinhos não tem varanda, como é que o papai noel faz? Ah, ele entra pela janela mesmo. (silêncio) Ah, e como que o papai noel faz na casa do João?, filho da fachineira, lá é barraco, e ele disse que não tem janela. (mais silêncio) Filho, lá o papai noel não vai.
Assinar:
Postagens (Atom)