terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Carta ao Excelentíssimo Ministro da Agricultura.



À Vossa Excelência, o ministro da agricultura do Brasil.

Venho através desta fazer uma simples pergunta sobre um assunto que pode parecer pequeno ante outros de vossa excelentíssima agenda, apesar de ter repercutido mal, porém sem muito alarde, nos meios midiáticos, não faz muito tempo. Seria até consideravelmente pequeno se pensarmos na imensa quantidade de indivíduos sem o poder aquisitivo necessário que os desse guarida a proferir alguma opinião sobre este assunto. Porém, tal assunto, assim como sua pequenez, provavelmente fosse um grande assunto em países mais avantajados ideologicamente, e quem sabe este não seja um sinal de que, se  começamos mal, sempre seguimos mal, e provavelmente acabaremos mal intencionados, no que tange à nossa responsabilidade como povo, governo, consumidores, mamíferos e alienados.

Sem mais delongas, visto que o tempo de vossa excelência, em outras épocas remotas, valeria o preço salobre que adorna o sabor do produto ao qual logo me referirei, chego rapidamente à questão que venho atirar-lhe na face em forma de pergunta.

Pois então, caro e excelentíssimo indivíduo,  me encontro num dilema sem fim, pois que tenho a impressão de que um produto utilizado em minha culinária trocou de sexo! Pois é...

Se no rótulo do azeite que compro todo mês é possível e fidedigno encontrar escrito ao mesmo tempo "AZEITE EXTRA VIRGEM", e logo abaixo "TIPO: EXTRA VIRGEM", poderia então vossa excelência ser do "SEXO MASCULINO", TIPO: MASCULINO? (Não que eu tenha algo contra..)






Ps: Se "extra virgem" já não é um pleonasmo, não sei o que é o meu pau.

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