sábado, 7 de dezembro de 2013

As Coisas Dão Certo Da Maneira Errada.

Cada vez tenho mais a certeza de que as coisas dão certo da maneira errada. Pense bem: há cem anos atrás começava-se a andar de automóvel, porém durante milênios imperaram as charretes e afins. Hoje, cem anos depois, estamos mais avançados tecnologicamente, urbanisticamente, o que nos levou também a um avanço social sem medidas, dentre outras facilidades. Mesmo assim demoramos horas para chegar ao trabalho, se formos de carro ou ônibus, ou qualquer veículo de quatro rodas. Diz-se até que a velocidade média do trânsito de uma grande cidade é equivalente às das charretes de antigamente. Provo, neste texto então, que as coisas por fim deram certo, mas da maneira errada.

Nossa comunicação é seguramente bem mais avançada do que no tempo do Onça. Naquela época, mandávamos bilhetes, cartas que chegavam atrasadas aos fatos - quando chegavam -, a pricipal obrigação de um ser com visão era comprar os jornais todos os dias e se informar. Jornais de papel, eles eram o que havia. Até muito pouco tempo (minha infância, sem querer me gabar da minha idade) não existia tablets, nem laptops, nem mesmo computadores pessoais, quanto mais redes sociais. Andróids só na televisão - que era preto e branca, pra classe média era colorida mas de uma qualidade péssima. "Internet" era literalmente feita "a la" boca à boca, e a quantidade de informação sobre futuras erupções de vulcões, ou supernovas que podem dar cabo de nós em segundos eram teóricas ou desconhecidas. Mas todos os perigos existíam, e as pessoas eram as mesmas, embora tivessem que discar um telefone e torcer pra que a ligação completasse. Hoje, com todos os avanços tecnológicos, obviamente progredimos. Mas é inegável que a quantidade de informação jogada na rede não possui a menor confiabilidade (na maioria das vezes), e os telefones não discam mais, mas o sinal corta nas horas mais emergentes. E embora possa-se utilizar de toda essa evolução simbiótica se ganha menos dinheiro do que antes. Pois o mundo está numa crise bufante, e toda essa tecnologia é infinitamente parcelada em 12 vezes sem juros pelos que não têm muito vintém, ou seja: mais gente do que quando da invenção do vinil. Que aliás, morreu, e ressuscitou valendo 500% a mais. Ótimo investimento. Outro dia vi na televisão um americano dono de 10 mil vinís. Esse sujeito está rico, como nunca esteve antes, deste modo. Palmas! Ou seja, as coisas por fim deram certo, mas da maneira errada.

Encontro-me aqui, sozinho, escrevendo algo que pouquíssima gente vai ler, talvez ninguém (calma, não posso ser tão duro comigo assim, têm americanos e suíços lendo, que eu sei. ... em português...). Graças ao widget que eu instalei no meu blog e que me provê com a informação remota de fãs. E isso porque eu possuo apenas a versão shareware. De outra forma eu saberia até a cor do cabelo deles. E tem as redes sociais para me dar a ilusão de que estou sempre bem acompanhado.Há também os sites de encontros sexuais (não me venham dizer que não é para isso!, afinal coito é a manifestação natural mais importante dos mamíferos.). Fora os SMS's que me dão uma noção bem pragmática do que está acontecendo com o meu "igual". Existem psicólogos que hoje atendem por skype e que dão resultado, pasmem! Por quê não haveríam de dar??? E mesmo assim, com tantas inovações no campo dos relacionamentos, me parece que as pessoas ainda cometem os mesmos erros do passado. Paradígmas na verdade não me parecem mudados. O artista que não ganha grana ainda é infantil; mães ainda gritam com filhos pela cor das calças que eles vão usar em casamentos movidos por convites vindos por e-mail. Um ser humano solteiro depois dos 35-b é considerado ET por muitas sociedades que não deveríam estar atrasadas, visto que possuem celulares e whatsups. Porém como dizia John Lennon " Sou um artista, me dê uma corneta e eu vou tocar alguma coisa.".



Sei que esse texto parece nostálgico à beça, mas não o é. Se o fosse não estaria sendo escrito num blogspot. Esse texto é para lembrar àqueles que  amam, que o estão amando ainda anda com a velocidade de 20 kms /hora, e que não adianta correr, que o centro da cidade de seus corações está entupido de gente motorizada, internetizada, e cega. O verdadeiro amor no final das contas dá certo como dava antes. Ok...antes não se separava com facilidade por causa taboos. E daí? A separação é um estado de espírito e não um ato. Assim como a internet é um estado de espírito e não uma rede; um celular não lhe comanda, amigo, é você que continua dando as cartas da sua vida, ou não. E o amor? Pode ser bom pontualmente, ou em alguns casos onde existe o respeito a amizade e o encontro de mãos que se necessitam, mas geralmente é uma merda como sempre foi. E o que importa é que as coisas por fim dão certo, mas da maneira errada.






7 comentários:

Bela Campoi disse...

Boa reflexão: a vida é mesmo mais ligeira na cidade grande. I´m here!

Anônimo disse...

Vc es un hombre frustrado porque no sabe lo q es el amor....no se puede atrapar ni manipular...hay que cuidarlo y respetarlo....su ciudad grande es una selva sudamericana....mucho patriotismo pero se matan,se violan,se abusa del inocente,se venden por nada....mi ciudad pequeña mantiene otros valores incluso las ciudades grandes q he visitado últimamente...se trata de valores y libertad...en eso no se puede ser ligero.

Anônimo disse...

Su argumento si q es una muerda....puedo hackear a todo el q entre en mi blog.......y yo puedo comprar un arma y disparar a todo el q pase por delante de mi casa....los dos son delitos......claro q en su país están más acostumbrados....le aseguró q aquí nadie ttiene claro eso.....en Londres cruce todo Hyde park de noche sin miedo.....ahí tampoco lo entenderían

Anônimo disse...

Vc no necesita mi mano....necesita mis ideas.....y no se las voy a dar....no voy a darle mi mano,ni mi cariño,ni mi ternura,porque es una persona ruin y traicionera....siga manipulando a toda la gente de su alrededor y desrespetando.....de donde va a sacar la ternura q quiere imprimirle a su película?....al final resultara otro fime pesado y depresivo donde. Volverán a verse su misoginia y su falso sentimentalismo.....

A. J. Cardiais disse...

Estou com você, Alan. As coisas dão certo de maneira errada. Um abraço

Anônimo disse...

SIM...yo también lo creo...

Anônimo disse...

Se inventa todos sus personajes...no necesito tanta parafernalia.....después de 3 años.....ya no debería hablar de mi...