sábado, 13 de julho de 2013

Quem Quer Ser John Malkovich?

Nessa bagunça armada (não só de revólveres) que vive o Brasil neste momento, eu cansei. Cansei porque não vejo ordem na "bagunça". Vejo apenas um caos de pessoas que vão para as ruas e nem sabe o porquê de ir. É óbvio que alguém, lá em cima, sabe. Mas não é você. Você vai para as revoltas porque dizem que o Brasil vai mudar, e que é preciso "passear" civilizadamente sobre isso. Mas você sabe o real motivo? Você sabe o porquê? Você sabe quem organiza isso? VOCÊ sabe o que VOCÊ realmente quer pragmaticamente? Pois digo o seguinte, meus amigos: se você não sabe de nada, mas apenas segue a turba, você não representa nada, e não passa de esquerda festiva, alienada e ignorante. Que esse governo é uma merda  a gente sabe, faz tempo. Mas tomada de governo é coisa séria. Muito mais séria do que mostrar para os amigos seu engajamento pífio e comprometido com "não-se-sabe-o-quê". 

Vejo críticas a quem é burquesia, pois bem. Eu sou burguesia também. E eu sei o que significa "burguesia". Você sabe? Quem reclama da burguesia não tem a menor ideia do que ela é de fato. Essa ideia comunista e reacionária alienada de que a burguesia é formada por riquinhos, aos quais interessa o status quo de um governo ladrão é uma ideia idiota e ignorante. A burguesia é a classe média. E sem ela não vive um país. Eu sou burquesia, não porque sou um riquinho bobo a favor da roubalheira. Eu sou burquesia simplesmente pelo fato de possuir uma lojinha que sustenta 4 funcionários da classe C e D, e que sem a minha lojinha estariam na merda, sem emprego. Assim como eu fico na merda cada vez que minha cidade pára para protestar sobre o "nada coletivo", e sair na porrada contra uma polícia tão alienada quanto 90% dos manifestantes, que não têm a menor ideia de onde está saíndo essa manifestação toda, mas que está lá para mostrar que é "cidadão", e que a burguesia tem que acabar. Pois digo a essas pessoas que eu não sou de direita, nem sou a favor deste governo de merda, que não acredito na bosta da Dilma, nem no merda do Lula, nem em nenhum político deste país de merda. Mas não saio às ruas para apanhar da polícia sem nem saber por quem estou apanhando.

Tenho lido que a agressão da polícia significa uma ditadura. Pois é. Mas ditadura mesmo vai acontecer no momento em que um palhaço qualquer se aproveitar dessas multidões para tomar o governo e transformar o Brasil num país de quarto mundo. Aí sim, quando os tanques estiverem na rua e a tão odiada "burguesia" de gente honesta, classe média empregadora, for destituída de tudo o que tem, é que a gente vai ver o que significa uma ditadura de verdade. (Quem tem família fugitiva de ditaduras sanguinárias europeias sabe bem o que é isso!)

A questão não é ser de direita nem de esquerda. (Amigos, o comunismo já acabou faz tempo, e Cuba é um lugar paupérrimo!) A verdadeira questão é reclamar sabendo o que realmente se deseja . "Fora Cabral" pra entrar quem? Um pior? Ou um melhor! Mas QUEM???

Tenho medo de organizações que articulam manifestações em segredo, sem mostrar a real intenção. No Egito, que é um país de merda, terrorista, arcaico, ignorante, com tendências mal-intencionadas, e atrasado, o povo quando quis depor um presidente o fez em uma semana. Aqui continua essa palhaçada de movimentos que não resultam em nada, servindo apenas para aguçar um sentimento nacionalista brasileiro desfocado, sem direção. Sinto que esses meus amigos que seguem esses conflitos estão sendo meramente enganados por algo maior que deseja apenas tumultuar o país sem resolver nada dos seus problemas reais. Isso pode ser bem perigoso para o país.

Um dos problemas é o desemprego e a inflação. E sobre estes eu digo: se essas manifestações continuarem sem uma solução, simplesmente como "recreação de cidadania", meu trabalho honesto e "burguês", de uma loja humilde, vai para a puta que o pariu.  E com ele irão os seus 4 funcionários que precisam de seus empregos, além da minha honesta e trabalhadora família. 

Não se esqueçam que essa última manifestação foi armada por líderes sindicais, que vivem da contribuição dos operários mais pobres do país. Quem vai para a guerra, tem que saber porquê, e em quem tá dando porrada. E principalmente: não se deve ir para guerra sem saber quem te comanda.





Um comentário:

Anônimo disse...

Son infinitamente mejor los textos en los. cuales no dice nada...cuando deja ver sus pensamientos es bastante vulgar ....por no decir algo peor...hoy no quiero hacer sangre...