quinta-feira, 14 de março de 2013

Cachos Dourados

Do alto, avistei! a floresta vazia
Ia-se chegando por fim
E a mim enquanto eu caía

O todo verde monocromático
Estático, na verdade cada vez
Mais próximo de mim, monossilábico

Parede de chão, bacia amazônica
Atônita refulgia a mata e ventava,
À minha queda livre, seus  braços de amônia

Rodopiava nos meus olhos a mata
Matava meus olhos velozes e secos
Eu caía de tão longe, que nunca chegava...

Procurava o Sol, que já não estava ao meu lado
Chegado!, eu havia chegado centímetros ao chão!
Ai, Morte!!! Podeis imaginar-me salvo por cachos dourados?




4 comentários:

lolo diaz diaz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lolo diaz diaz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

poesia linda.

june maria disse...

Te salvo!!! Queres a minha salvação? Ou! queres me matar de alegrias de esperanças? Feim...