sábado, 15 de dezembro de 2012

Soneto para Cairo Trindade


                 Permitir a ousadia, é deixar a porteira destrancada. 
                                                                                           M.

Meu amigo, amigo que mal vejo
Nossos caminhos teimam o paradoxo
Aqui vai este soneto de lugarejo
À tua erudição de grande ortodoxo

Rimo com imperfeição agora
O artista e ser humano que pinto
Numa tela de admiração, de fora
O grande poeta e ser humano tinto

Há que possuir erros, a incabível poesia
Assim como em meu armário não cabe a vida
Peço...perdão pelas palavras singelas...

Pois andas por um meio-fio de lápis...
Ensinas com carinho palavras voláteis...
E dedicas a uma mulher tuas estradas amarelas



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