sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sol

Às vezes penso sozinho
Que quando penso
Sempre penso com os outros

Queria eu ser um riacho grego
Mudar sempre ao sabor de novos peixes
Novas pedras, novos caminhos, nova argila

Meus caminhos continuam os mesmos
Quando me separo de mim, é atalho
Sou o que me remonta e me destruiu

Um dia hei de ser meu próprio pensamento
Porém ainda rio, com minhas eternas risadas
Um generoso solstício que divide o mundo


Um comentário:

leila disse...

oi,
entrei, liguei a música e vim te ler.
caminhei por linhas tão parecidas,
letra e verso quando viajam
fazem poesia leve, boa, como a tua.