domingo, 5 de fevereiro de 2012

Hortelã

Compraram um vasinho de hortelã. Sob o Sol representa as chuvas. Chuvas do verão de outro lugar. Outro lugar mais frio, cujo ar rarefeito venta levantando polens e dólmens. Não parece verde de limão. Parece verde de bosquezinhos europeus. O vento refresca a paisagem. O aroma é sutil como uma poesia de criança.

Como uma folhinha por dia. Não sei porquê. Acredito que meus males vão passar. Acredito que as vitaminas vão refrescar minhas células, e interagir com meus outros alimentos causando alguma fórmula mágica esquecida, num tempo inerte passado - às fórmulas mágicas de druidas bretões. Sei lá.

Sinto que à plantinha não dói a dor da folhinha arrancada. Talvez seja um engano. Mas acho que ela sorri pra mim cada vez que a toco. E que seu verde fica mais enigmático. E que canta pra mim o som do universo. Planta misteriosa ela. Esconde nos seus bilhões de anos a verdadeira fórmula do chiclete.

3 comentários:

claudia cristina tonelli disse...

"Lalan", suas palavras tem o gosto de hortelã, como o cheiro que ficou em mim e reaparece cada vez que nos esbarramos nesse universo Virtual onde sabemos que tudo foi Real - e em solos concretos. Para mim, você sempre será o melhor compositor-escritor-músico-cantador do mundo. E aquele que mais amei. Boa sorte, pois os grandes amores são aqueles que permitem seguir. Menino dos sabores que invadem sentidos...

Anônimo disse...

Maravilhoso... Fechar com o chiclete...Demais!

In retratos da alma disse...

Belas palavras querido, é sempre bom visitar seu cantinho, e ler. É tão gostoso de sentir, suas palavras aos poucos invade-me. é bom senti-las. sentir esse suave sabor de hortelã.

Simplesmente belo, seus escritos suas canções. Você!

beijos e carinhos meus

Gislaine P.E