sábado, 3 de dezembro de 2011

O dia em que tentaram me pegar

Me pegaram desprovido de tempestades
Criei então tempestades
Me pegaram desprovido de mares abertos
Criei então ondas
Me pegaram isento de lacunas, de subterfúgios
Criei então os versos
Quiseram me pegar de todas maneiras
Me atirar num calabouço e calar minha boca à escuridão
Criei então a música
Me pegaram com seus braços de ilusão
E suas amarras de olhares
E suas cadeiras de ferro, e seus interrogatórios de vento
E suas palavras de caldeirão, e suas mágoas de bocas abertas
Me pegaram sim, mas não me pegaram
Pois incólume é o amor, transparente é a música
E escorregadia é a alma

Um comentário:

Patresio Camilo disse...

Pois incólume é o amor, transparente é a música
E escorregadia é a alma!

Disse tudo meu querido amigo!