domingo, 2 de outubro de 2011

The only living girl in Rio.

Mesmo que impossível, você foi feita pra mim
Você foi feita pra mim como o carvão para o fogo
Como as montanhas para os rios, como as palavras para o seu único 
                                                             / ouvido
Você foi feita pra mim sem saber que foi feita pra mim....
Sob uma lua texana, um ponto num mapa traçado em nanquim
Como vistas de mares são feitas para navios
Como nozes são feitas para geléias
E fazendas para frutas desconhecidas por mim....
Algum planeta vai passar, vai explodir o mundo e você...
Ainda será feita para mim...
Como flores para bichinhos, como dores para cinemas, e músicas 
                                                   / para um violão
Com todas as inseguranças, e vontades e sonhos de vida e poesia 
                                                             / sem fim
Você foi feita pra mim...
Como as crianças para os parquinhos
Como as gangorras para os irmãos mais velhos...
E os escorregas que não escorregam mais
Você foi feita pra mim...
Como os luares de outros lugares ainda bem longe de mim...
Você foi feita....

3 comentários:

claudia cristina tonelli disse...

É bonito...ainda que o carvão, uma das "imagens" marcantes, tenha como principal destino ser consumido pelo fogo. Mas não é essa, enfim, a sina do carvão? Enfim, é uma figura de linguagem...

Mônica Araripe disse...

Que lindo! Eu amei.
Parabéns!
bjus

Alan Sommer disse...

Obrigado, Mônica. Apareça mais vezes!