sábado, 22 de outubro de 2011

Eternidade

Eternidade deve ter a ver com éter...
Há éter na idade

Eternidade é como uma cortina que impede o Sol
É como o amor guardado numa gaveta fechada
E que a empregada sem saber joga fora por nada

E você só descobre no dia seguinte

E se sente como um pássaro sobrevoando um deserto
Sem árvores, moitas, ou qualquer lugar de pouso
E de repente você não tem onde colocar as mãos

Nem sua alma, seus olhos, seu livre-arbítrio, sua idade
Maculada por outra pessoa que vestida de ingenuidade
Atira fora tudo que se esperava de eternidade

A eternidade é um conceito parecido com uma gaveta
Que guarda um saco fechado com carinho;
Que parece nunca mais sair do lugar, esperando ser jogado fora

E outra pessoa simplesmente joga...

Outra pessoa joga...

Joga...

A Sua eternidade fora


4 comentários:

Anônimo disse...

Ela não jogou, tampouco se vestiu de ingenuidade. Ela pairou no éter e caiu em pleno vôo de sonhos e/ou delírios que também eram dela. É isso. E também a gaveta "dela" está vazia, também a gaveta dela...penso que é egoísmo achar-se dono do maior sofrimento do mundo.

Anônimo disse...

Eu te amo!

Joaninha disse...

E também ela, que não era de lugar algum, teve o pouco de sua eternidade lançada ao vento do esquecimento...

Juarez do Brasil disse...

Gostei da sua eternidade. Parabéns pela beleza dos versos.