sábado, 3 de setembro de 2011

Bailarina

Vi você surgir na noite branca
As mechas de seda, o corpo de louça
A luz das pupilas, as mãos vadias
Serpenteando fugidias pelas vistas.

Vi você surgir na noite louca
Alva bailarina do corpo de loura
Enquanto, sentadas em sedas atentas
Vistas serpenteavam fixas e tensas.

Viram-se de repente nuas
E foi quando eu a vi rodopiar
Do abismo do palco saltar
.
Abrindo seus braços como num aceno
E solta, tão solta, de repente arriscar
Um salto para dentro do mar




2 comentários:

claudia cristina tonelli disse...

Tão lindas...as bailarinas e os devaneios que as envolvem, descritos pelos olhos de um grande poeta.

Mariana Junqueira disse...

Belo!