terça-feira, 6 de abril de 2010

Tempo

A chuva que cai na tarde bege
É o Sol que brilha na manhã profunda
E a nuvem que pelo céu tece
É a noite dissolvida em cor rotunda

A areia que me arde e cega os olhos
É como a brisa que tira barcos da visão
E um coqueiro, que parado de molho
É a própria vertigem da sensação

A casa que se apóia no fim do declive
Se segura apenas num deslize
E já há muito tempo caiu na imensidão

Como minhas mãoes presas às tuas
Puderam um dia ver-te à ventura
Correr agora em minha direção

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